
Doem-me os olhos meu amor,
Amor meu que nunca tive,
Se me sangram lágrimas da íris,
Palavras fortes de punhos bem cerrados.
Escuta o que te digo meu amor,
Amor meu que não me espera,
Se corro para longe com pernas quebradas,
Ossos fracos do teu querer.
Onde estas meu amor?
Amor meu que nunca toquei,
Se me perfuram estas lanças de sentidos,
E me sabem a cinzas estes beijos de mel.
Quem és tu meu amor?
Amor meu que nunca conheci,
Se para eu amar é para sempre,
Foi esse amar que eu nunca senti?