sábado, 8 de maio de 2010

Queimaduras

A tinta escorre
O papel esquece,
como hei eu de me lembrar de ti?

A carne, tentação
Fogaz como o tempo,´
Fogaz como a vida que em mim se esvai.

Um dia talvez me lembre,
do dia em que te esqueci...

sábado, 6 de março de 2010

Não batas à minha porta,
há muito que perdi a chave

sábado, 10 de outubro de 2009

Demónio Negro

Uma teia de aranha entre um poste,
Nevoeiro na varanda e fumo na mente,
Chegam para deixar de te pensar.

Adeus

Os cortes são feios ao espelho,
Como espinhos de rosas,
Sabem a cinza nos teus lábios.

Corri para longe,
Devagar, devagarinho,
Já não dói tanto meu amor.

Barcelona

Naquela cidade imunda,
Descobri mais de mim,
Que lendo no teu corpo,
As marcas que deixei.

Talvez por não te sentir tão perto,
Os meus males fizessem mais sentido,
No meio de fumos tricolores e nomes de pecadores,
Esqueci-me de quem eu era e passei a ser quem sou.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Queimado

A música arranha no canto do olho,
E eu não passo de hoje à noite.

A luz sabe a limão,
Ardem os ouvidos,
Já não dou mais para amar.

sábado, 4 de outubro de 2008

Dois Segundos


Mordi o céu para te ver, 
Cuspi gotas de chuva, 
Enroladas em caramelo, 
Para saber como te provar.

Ácido o sabor do teu beijo, 
Desceu em mim, 
Calçada branca e avermelhada,
“Ops!”, cortei-me sem querer!