Tirei-te do peito
e voaste,
subiste ao céu,
que te chorou,
nos telhados e nas ruas,
nas praças e nas calçadas,
nos guardas-chuva dos vivos,
nas pontes e no douro,
que te levou sem deixar rasto
Não te tenho já não és meu,
quem te quiser, quimera perdida,
que te busque nas águas frias,
frias de suspiros e almas perdidas,
e te traga de volta para mim,
que eu sem ti não sei nadar
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Queimaduras
A tinta escorre
O papel esquece,
como hei eu de me lembrar de ti?
A carne, tentação
Fogaz como o tempo,´
Fogaz como a vida que em mim se esvai.
Um dia talvez me lembre,
do dia em que te esqueci...
O papel esquece,
como hei eu de me lembrar de ti?
A carne, tentação
Fogaz como o tempo,´
Fogaz como a vida que em mim se esvai.
Um dia talvez me lembre,
do dia em que te esqueci...
sábado, 10 de outubro de 2009
Demónio Negro
Uma teia de aranha entre um poste,
Nevoeiro na varanda e fumo na mente,
Chegam para deixar de te pensar.
Nevoeiro na varanda e fumo na mente,
Chegam para deixar de te pensar.
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aluga-se coração
Adeus
Os cortes são feios ao espelho,
Como espinhos de rosas,
Sabem a cinza nos teus lábios.
Corri para longe,
Devagar, devagarinho,
Já não dói tanto meu amor.
Como espinhos de rosas,
Sabem a cinza nos teus lábios.
Corri para longe,
Devagar, devagarinho,
Já não dói tanto meu amor.
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começo a gostar de vocês
Barcelona
Naquela cidade imunda,
Descobri mais de mim,
Que lendo no teu corpo,
As marcas que deixei.
Talvez por não te sentir tão perto,
Os meus males fizessem mais sentido,
No meio de fumos tricolores e nomes de pecadores,
Esqueci-me de quem eu era e passei a ser quem sou.
Descobri mais de mim,
Que lendo no teu corpo,
As marcas que deixei.
Talvez por não te sentir tão perto,
Os meus males fizessem mais sentido,
No meio de fumos tricolores e nomes de pecadores,
Esqueci-me de quem eu era e passei a ser quem sou.
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foi apenas isso nada mais
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