quinta-feira, 26 de julho de 2012

Não sei porque me procuras, Se não sei o que sou em nós

segunda-feira, 13 de junho de 2011

a beleza de curar um coração,
está na força com que foi partido.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Parabéns a ti,
que me arranhaste a pele
onde ela bate sem eu querer,

Parabéns a ti,
que me arranhas-te a pele
onde eu já não achava que houvesse espaço,

Parabéns a ti,
um dia irei esquecer-te
mas devagar,devagarinho,
para me lembrar melhor.

domingo, 8 de maio de 2011

hoje não, por favor
falamos amanhã, amanhã é melhor,
hoje não me sinto, não me sinto bem,
falamos amanhã, amanhã é melhor.

domingo, 20 de junho de 2010

Coração

Tirei-te do peito
e voaste,
subiste ao céu,
que te chorou,
nos telhados e nas ruas,
nas praças e nas calçadas,
nos guardas-chuva dos vivos,
nas pontes e no douro,
que te levou sem deixar rasto

Não te tenho já não és meu,
quem te quiser, quimera perdida,
que te busque nas águas frias,
frias de suspiros e almas perdidas,
e te traga de volta para mim,
que eu sem ti não sei nadar

sábado, 8 de maio de 2010

Queimaduras

A tinta escorre
O papel esquece,
como hei eu de me lembrar de ti?

A carne, tentação
Fogaz como o tempo,´
Fogaz como a vida que em mim se esvai.

Um dia talvez me lembre,
do dia em que te esqueci...

sábado, 6 de março de 2010

Não batas à minha porta,
há muito que perdi a chave

sábado, 10 de outubro de 2009

Demónio Negro

Uma teia de aranha entre um poste,
Nevoeiro na varanda e fumo na mente,
Chegam para deixar de te pensar.

Adeus

Os cortes são feios ao espelho,
Como espinhos de rosas,
Sabem a cinza nos teus lábios.

Corri para longe,
Devagar, devagarinho,
Já não dói tanto meu amor.

Barcelona

Naquela cidade imunda,
Descobri mais de mim,
Que lendo no teu corpo,
As marcas que deixei.

Talvez por não te sentir tão perto,
Os meus males fizessem mais sentido,
No meio de fumos tricolores e nomes de pecadores,
Esqueci-me de quem eu era e passei a ser quem sou.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Queimado

A música arranha no canto do olho,
E eu não passo de hoje à noite.

A luz sabe a limão,
Ardem os ouvidos,
Já não dou mais para amar.

sábado, 4 de outubro de 2008

Dois Segundos


Mordi o céu para te ver, 
Cuspi gotas de chuva, 
Enroladas em caramelo, 
Para saber como te provar.

Ácido o sabor do teu beijo, 
Desceu em mim, 
Calçada branca e avermelhada,
“Ops!”, cortei-me sem querer!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Cansado


O sangue escorre e a vida definha,
Para longe dos meus braços,
Secos de te ter ao colo.

Carrego o peso incomensurável,
De ser único, perdido entre espinhos,
Que já não sabem picar a pele e magoar.

A alma bebe as lágrimas,
Gritadas para a noite,
Cansada de me ouvir.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

És-me Suspiros


O ar revolta-se,
Nos contornos nus,
Entrelaçados,
Afogados em vapores de nicotina,
E talvez algo mais.

Na minha cama de cinzas,
És-me suspiros meu amor,
O esgar doce da dor afastada,
Retornado ao fim das horas de loucura.

Antologias de toque navegam,
Em mares de suor,
Gotas retorcidas,
Paixão duvidosa,
Perdem-se na névoa da manha.

sexta-feira, 21 de março de 2008

As palavras que nunca te direi


Está uma noite fria cá dentro,
Onde brilha a lua, chora o anjo caído,
Saudades de gato mirando o rio,
Sete beijos de vidas passadas
Escorreram-me por entre os dedos.

Nesta redoma de vidro fumado,
Entre correrias sem sentido,
Gritos sussurrados a quem não ouve,
Escrevo, mordo, rasgo,
As palavras que nunca te direi.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Meia-noite é Meia-Noite


Meia-noite é meia-noite,
Bate o relógio três vezes,
Corre o gato para longe da ponte,
Parapeito de suspiros que já não consigo dar.

Meia-noite é meia-noite,
Meia vida foi-me arrancada,
Sete beijos desgrenhados,
Queimam-me o peito, frio de te sentir.

É verdade meu amor,
Naquele dia às oito horas,
Cobri o corpo de negro, morri devagar,
Bateu a meia-noite no meu coração.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Asas em Pó e Olhos de Prata


Doem-me os olhos meu amor,
Amor meu que nunca tive,
Se me sangram lágrimas da íris,
Palavras fortes de punhos bem cerrados.

Escuta o que te digo meu amor,
Amor meu que não me espera,
Se corro para longe com pernas quebradas,
Ossos fracos do teu querer.

Onde estas meu amor?
Amor meu que nunca toquei,
Se me perfuram estas lanças de sentidos,
E me sabem a cinzas estes beijos de mel.

Quem és tu meu amor?
Amor meu que nunca conheci,
Se para eu amar é para sempre,
Foi esse amar que eu nunca senti?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Caminho


Noites brilhantes, passadiço de suspiros
Estradas e caminhos para longe de mim,
Imersos em licores e fumo de tabaco.

Ventos frios que não me tocam,
Têm medo da minha falta de sentir,
Rodopiam-me troçando por morrer tão devagar.

Que se faça sempre noite,
Já que não vejo luz neste céu,
Que me quebra as pernas cansadas de correr.

Avisei-te ritmo diabólico,
Porra! Tinhas que bater três vezes?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Noite, Luzes e Outras Palavras Terminadas em "ol"


Toma teu quem sabes que te pertence,
Se vivo do teu bafo canceroso,
Daqueles que sabem que o toque não basta.

Odeio o pingar do meu coração,
Queimado pelo toque,
Cheiro podre da falta de me sentir eu.

Parti-me,
Desculpa,
Parti-nos aos dois,
Que já não somos luzes de cores iguais,
Mas roxas e vermelhas,
Com sorrisos de sangue e morte.

Estourei o sentir-me pobre,
Do teu sorriso que me mata,
Sempre que bate o meu coração.

Tenho o frio descoberto,
Por aqueles que me sugam o sentir,
Da minha pele que sangra gritos e sorrisos medíocres.

Acabou-se o sentir que definhou,
Longe do toque de quem me ama,
Sem saber provar os doces cortes,
De alguém dentro do meu sangue.

Queima-me o sentir quero morrer,
Para saber que sempre preso,
Ao vomito que me deste,
Estará a podridão do que sinto.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Longe


Morro esperando que o tempo te apague,
Sabor amargo da esfera de pele queimada,
Pelo toque longínquo daquela água que nunca bebi.

Morri a ver-te nascer,
Correr nas linhas brancas da incerteza,
Alucinações de um louco num beco qualquer.

Não morras sem me dizer,
Que me viste olhar o céu sem esperar que me olhasse de volta,
Num jeito de inocência que perdi em cheiros de sabor amarelado.

Beija-me,
Quero morrer mais um pouco!